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02/10/2017 - 17h29

Terapia preventiva com vermífugos

Quando e quem deve usar vermífugos?

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Terapia preventiva com vermífugos

As infecções por helmintos estão entre as infecções mais comuns no ser humano, afetando uma elevada proporção da população mundial, principalmente nas regiões tropicais. Segundo a OMS, mais de 1,5 bilhões de pessoas estão infectadas com helmintíases transmitidas pelo solo, em todo o mundo. Estas infecções representam um grave problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, contribuindo para a prevalência de desnutrição, anemia, eosinofilia e pneumonia. As helmintíases que causam morbidade grave incluem filariose linfática, oncocercose e esquistossomose.

O controle dessas infecções depende não somente do uso de terapia farmacológica, mas também da prevenção da transmissão através de recomendações sobre preparação de alimentos e higiene, fornecimento de saneamento adequado e tratamento de esgoto, provisão de fontes seguras de água potável e controle efetivo dos vetores.      

A terapia medicamentosa preventiva é a medida mais eficaz para o controle de helmintíases transmitidas pelo solo, principalmente em áreas endêmicas, cujo arsenal terapêutico inclui albendazol, mebendazol, levamisol e pirantel. Um estudo publicado em 2016 concluiu que programas anuais de terapias medicamentosas preventiva contra esquistossomose e helmintíases transmitidas pelo solo podem ser altamente custo-efetivos. Tendo em vista que muitos dos fármacos são de amplo espectro, permitindo que várias doenças sejam tratadas simultaneamente, a profilaxia deve ser planejada com base no medicamento e não nas formas específicas de helmintíase.

A OMS reconhece o Brasil como um dos países onde as intervenções de terapia medicamentosa preventiva podem ser implementadas para filariose linfática, oncocercose, esquistossomose e helmintíases transmitidas pelo solo. A administração precoce e regular dos fármacos anti-helmínticos recomendados pela OMS reduz a ocorrência, a gravidade e as consequências a longo prazo da morbidade e, em certas condições epidemiológicas, contribui para a redução sustentada da transmissão.

O CIM-RS reforça que o uso de medicamentos para controle de helmintíases deve ter acompanhamento de um profissional capacitado.

Fonte: CRF-RS






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