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19/11/2018 - 15h30

Escorpião amarelo: orientações para diminuição de riscos

Confira as informações abaixo disponibilizadas pela Orientação Técnica do CRF-RS. 

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Escorpião amarelo: orientações para diminuição de riscos

É necessário controlar as populações de escorpiões para diminuir o número de acidentes e, consequentemente, a morbimortalidade, já que a erradicação dessas espécies não é possível e nem viável. 

O escorpião amarelo (Tityus serrulatus) é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças. Se dispersa e se reproduz rapidamente, pois:

- reproduz-se por partenogênese: só existem fêmeas; não necessitam de acasalamento; possuem aproximadamente dois partos anuais com, em média, 20 filhotes cada, e 160 filhotes durante a vida;

- adapta-se facilmente a qualquer ambiente: a sua introdução em um ambiente pode levar ao desaparecimento de outras espécies de escorpiões devido à competição.

Costuma habitar locais frescos e escuros, em frestas de parede, pedaços de madeira, restos de construção, entulhos, ralos, esgotos, caixas de gordura, tanques, encanamentos, caixas com verduras, legumes e frutas, sapatos, roupas, camas, travesseiros, cortinas, alimentando-se de baratas. Os sintomas da picada podem aparecer como dor intensa no local, e em casos mais graves, alterações cardíacas e pulmonares.

 

Medidas preventivas

• Jardins e terrenos baldios: usar luvas de raspa de couro e ou roupa com mangas longas; manter as áreas limpas; evitar folhagens densas junto a paredes e muros de casas; usar graveto, enxada ou gancho ao mexer em lenha, buracos, folhas secas, troncos ocos.

• Áreas de campo/mata: usar botas de borracha (até o joelho) ou botinas com perneiras.

• Construções: rebocar paredes (evitar rachaduras ou frestas); vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha; colocar telas nas janelas, ralos das pias ou tanques; consertar rodapés soltos.

• Observar a presença de folhas roídas, fezes ou pupas no solo. 

 

Primeiros socorros

• Lavar o local da picada com água e sabão;

• Manter a vítima sentada ou deitada para não favorecer a circulação do veneno. Se a picada for na perna ou no braço, mantê-las em posição mais elevada;

• Ligar para o CIT/RS – 0800 721 3000;

• Levar a vítima ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber atendimento imediato;

• As Coordenadorias Regionais de Saúde disponibilizam, de acordo com a epidemiologia, os soros para tratamento de acidentes com animais peçonhentos. Consultar aqui a coordenadoria do seu município ou hospital de referência na sua região com soro antiescorpiônico.

 

O que NÃO fazer?

• Amarrar o local da picada (garrote), pois pode impedir a circulação e causar necrose;

• Cortar o local da ferida;

• Aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida;

• Fornecer bebidas alcoólicas ou fumo para a vítima.

 

Como coletar esses animais?

• Atenção: evitar capturar o animal ou utilizar inseticidas, pois não matam o animal e podem torná-lo mais perigoso. Em caso de visualização, é indicado entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima. 

• Orientações para a captura segura do animal para enviá-lo juntamente com a vítima: utilizar uma pinça longa (ou gravetos); colocar em embalagem transparente com tampa de boca larga e furada.

 

Fontes consultadas:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Manual de controle de escorpiões. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: https://bit.ly/2NAY1mO

CIT/RS. Acidentes com animais. Disponível em: https://bit.ly/2yWeKrQ

Prefeitura de Porto Alegre. Vigilância orienta sobre escorpião amarelo em rua do Centro. Disponível em: https://bit.ly/2sbnh68

Prefeitura de Porto Alegre. Secretaria Municipal de Saúde. Alerta Epidemiológico: Acontecimento de Acidente Escorpiônico grave. Disponível em: https://bit.ly/2Lro6k0.

 

Consulte aqui normas sobre áreas temáticas da profissão farmacêutica.

Dúvidas e sugestões? Acesse nossos canais orienta@crfrs.org.br ou 51-30277500.

Equipe da Orientação Técnica


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