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01/10/2018 - 16h40

Conhecer para transformar: confira como foram as qualificações da 7ª Semana do Farmacêutico

Idealizadas pelas Comissões Assessoras do CRF-RS, atividades interligaram as principais áreas de atuação da categoria farmacêutica, oferecendo capacitações que atualizaram conhecimentos e refletiram perspectivas e desafios diários da profissão, inclusive com transmissões online.

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Conhecer para transformar: confira como foram as qualificações da 7ª Semana do Farmacêutico

Promovida com o intuito de aprimorar a formação dos profissionais de Farmácia do Estado, a Semana do Farmacêutico alcançou sua sétima edição neste ano. Utilizando o tema “Conhecer para transformar” na campanha de divulgação, o CRF-RS procurou destacar aos profissionais que quando eles investem em sua educação, se capacitam a transformar a vida das pessoas. 

Assim, foram realizadas palestras e mesas-redondas na PUCRS, em Porto Alegre, nas quais as Comissões Assessoras do Conselho de Análises Clínicas, Drogaria, Estética, Farmácia Clínica, Hospitalar, Magistral e Práticas Integrativas e Complementares procuraram interligar conteúdos para valorizar os debates. Divididas em dois dias, as atividades contaram a presença de 260 farmacêuticos no auditório do prédio 9 da universidade e 5.555 acessos através da transmissão online do evento.

Na sexta-feira, 28, Rastreabilidade de medicamentos, com Jair Calixto, apresentou a questão da rastreabilidade desde o varejo, passando pelo distribuidor e a indústria, analisando nesta como são tratadas as devoluções, os produtos que retornam à empresa e como isso é tratado pela organização. “Ela tem que fazer o traceback, que é rastrear o produto internamente em todas as etapas, para saber, em caso de falhas, o que fazer para isso não acontecer mais. O pessoal de garantia de qualidade age, por exemplo, como as agências de aviação, que, quando há um acidente aéreo, eles vasculham todas as partes do avião para evitar que isso se repita. Isso também é importante no caso dos medicamentos para evitar repetição de erros e salvar vidas”, disse. 

Na sequência, Jairo Sotero trouxe a palestra Química medicinal dos antibióticos beta lactâmicos: da estrutura química à dispensação farmacêutica. “Abordamos o uso dos antimicrobianos, especialmente os antibióticos beta lactâmicos, relacionando a parte de estrutura química, suas propriedades físico-químicas, no seu uso, mecanismo de resistência, espectro de ação e outras características importantes para que o farmacêutico tenha o conhecimento e venha dispensar de maneira adequada e racional”, resumiu. 

No início da tarde, Susana Gasparri ministrou Acupuntura estética, ressaltando os objetivos e vantagens da prática, além da utilização da acupuntura na medicina tradicional chinesa aplicada à estética. “Foi tratada, principalmente, a parte emocional. Ou seja, a gente equilibrando internamente o Yin Yang e arrumando o exterior, o que o tempo e a gravidade fazem com a gente, e utilizando a acupuntura clássica com a acupuntura estética”, relatou. 

Após, Prescrição farmacêutica na área de estética, com Patrícia Weber, contextualizou a prescrição de produtos cosméticos, dermocosméticos, nutracêuticos e nutricosméticos na estética. “O assunto é muito amplo, mas conseguimos avaliar o âmbito de atuação do farmacêutico, o que ele pode ou não prescrever na estética, de acordo com a Resolução 586, do CFF”, pontuou. 

Formulações magistrais aplicadas em consultório de estética, segundo a palestrante Viviane Krucinski, “mostrou as possibilidades que o farmacêutico desenvolvedor de produtos pode ter nessa área, além das ideias para personalizar seus tratamentos nos consultórios, utilizando os serviços da Farmácia Magistral.”

Abrindo o segundo dia de evento, Patrick de Souza ministrou Comunicação farmacêutico-paciente, explanando a respeito do uso dessa habilidade na prática clínica do profissional, quando ele tem contato direto com o paciente, de acordo com Souza. “Consideramos os aspectos relacionados à necessidade dessa habilidade, porque ela é muito importante nesse contexto de evolução tecnológica, que faz muita diferença no contato com o paciente. Também foram vistas teorias da comunicação, o processo de empatia, tipos de comunicação verbal e não verbal, assim como técnicas utilizadas pelo farmacêutico para colocar em prática essa habilidade”, informou.

Em seguida, Afonso Barth trouxe a exposição Contribuição dos exames laboratoriais no uso racional de antibióticos, apresentando dados sobre resistência aos antimicrobianos. “Isso é um problema abrangente e mundial, e também nosso aqui. Vimos a questão do que o laboratório de microbiologia pode fazer para auxiliar na redução ou combate da resistência aos antimicrobianos, os testes de identificação dos mecanismos de resistência e testes rápidos que identificam isso, possibilitando ao médico fazer o tratamento da doença infecciosa de forma mais direcionada”, salientou. 

A mesa Farmácia clínica: como eu faço? teve como participantes Caroline Tortato, Fernanda Cardoso e Luciane Lindenmeyer. Segundo ela, o objetivo foi mostrar o que os hospitais fazem na prática, as atribuições de cada profissional nas diferentes áreas de atuação e suas especialidades. “Foi falado um pouco sobre o Hospital Ernesto Dornelles, trazendo o que temos que lembrar no início para começar e fazer farmácia clínica, e depois a realidade de trabalho do local. Depois, a parte do Hospital Conceição, mais focado nas áreas de onco e hematologia, o que esse profissional faz, a parte de entrevista com o paciente, avaliação da prescrição, orientações em relação à quimioterapia e questões de auto. Por último, a colega do Hospital de Clínicas falou sobre tópicos que ajudam a direcionar o trabalho do farmacêutico clínico, quais pacientes vão ter prioridades de avaliação, acompanhamento, orientações para alta e segmento”, disse.

Fechando a grade de programação, Desprescrição de medicamentos, com Carine Blatt, examinou o que é tal prática, debatendo quando e como se pode fazê-la. “Usamos o exemplo dos inibidores de bomba de próton, principalmente o Omeprazol, que tem um uso bastante inadequado tanto no âmbito ambulatorial, quanto hospitalar. Foi alertado o que a gente pode pensar para reduzir dose ou parar de utilizar o medicamento, sempre que os efeitos adversos forem mais danosos que os benéficos, e também quando ele não traz benefícios para o paciente. Procurei introduzir o tema da desprescrição e os algoritmos que existem disponíveis para essa tomada de decisão ao farmacêutico, nos âmbitos público e privado, em relação ao acompanhamento de pacientes que podem estar usando medicamentos sem necessidade ou benefício”, asseverou. 

Atuante em farmácia comercial em Porto Alegre, a farmacêutica Bianca Scherer Grandi elogiou a qualidade das capacitações, em especial a mesa sobre a prática da farmácia clínica.  “Gostei muito de como elas abordaram o assunto e passaram como a farmácia clínica está evoluindo. Fiquei bastante feliz com a valorização do profissional, e é interessante o CRF trazer isso, contemplando todas essas áreas, pois há muitos campos em que ele pode atuar. Além do mais, é um evento gratuito que permite que muitos farmacêuticos participem”, comemorou. 


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