Notícias - Institucional


11/06/2019 - 10h37

Em defesa da assistência farmacêutica

Confira abaixo o artigo da presidente do CRF/RS para o Diário de Santa Maria.

        Impresso


Em defesa da assistência farmacêutica

Na edição deste fim de semana (08 e 09) do Diário de Santa Maria, a presidente do CRF/RS, Silvana Furquim, assinou artigo valorizando a atuação do farmacêutico no cuidado em saúde da população. Acesse aqui ou leia abaixo o material. 

Em defesa da assistência farmacêutica 

Em março deste ano, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizou uma pesquisa, através do Instituto Datafolha, em que se constatou que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros que fizeram uso de medicamentos nos últimos seis meses. O levantamento mostrou, ainda, que 22% dos entrevistados tiveram dúvidas, mesmo em relação aos medicamentos prescritos, principalmente no que diz respeito à dose (volume e tempo) e a alguma contraindicação contida na bula. 

O mais grave é que cerca de um terço dos entrevistados não procurou esclarecer as dúvidas e a maioria parou de usar o medicamento. Depois do médico, a internet e a bula são as principais fontes de informação para sanar dúvidas relacionadas ao uso de medicamentos. Os farmacêuticos (que prescreveram ou dispensaram o medicamento) foram a quarta fonte mais consultada, tendo sido citados por 6% dos entrevistados. 

Há medicamentos que interagem entre si. Podem atrapalhar o efeito um do outro, ou podem somar efeito um ao outro. São muitas as possibilidades, principalmente quando há pacientes polimedicados. Algumas interações medicamentosas são potencialmente graves e, se não detectadas, podem levar à hospitalização do paciente. É importantíssimo obter orientações com o farmacêutico, que pode auxiliar, por exemplo, para saber se o medicamento deverá ser tomado em jejum ou após as refeições e também na organização da medicação semanal. 

O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF/RS) recomenda que as legislações sejam seguidas. A dispensação dos medicamentos que exigem prescrição médica ou odontológica deve acontecer com a orientação do farmacêutico. Já para os medicamentos isentos desse tipo de prescrição (MIPs), que a dispensação seja realizada sob prescrição e orientação farmacêutica. 

Os farmacêuticos estão aptos a prescrever medicamentos isentos de prescrição médica ou odontológica para problemas autolimitados de saúde e encaminhar os pacientes para buscar assistência médica, caso percebam sinais ou sintomas que possam caracterizar um problema de saúde mais sério. Assim, a prescrição farmacêutica pode ser até mesmo um encaminhamento para um determinado serviço de saúde. 

A atuação do farmacêutico é responsável por promover a saúde centrada no paciente, com o objetivo de melhorar o tratamento medicamentoso, desenvolvendo a cura e/ou prevenção da doença, além de prevenir e monitorar eventos adversos. O Conselho trabalha para garantir a assistência farmacêutica em tempo integral durante o funcionamento das farmácias, para garantir que os melhores serviços de saúde sejam prestados à população. Na farmácia, procure pelo farmacêutico!

Silvana Furquim – Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul






Encontrou algum erro ou conteúdo desatualizado em nosso site? - Clique AQUI e reporte para nossa área de qualidade.